DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa

Para as empresas, o caixa é uma questão de sobrevivência. Se o caixa está positivo e sendo alimentado continuamente, tudo fica mais fácil e não há necessidade de conhecimentos mais profundos para gerenciar o departamento financeiro. Mas se o caixa está no vermelho, tudo muda e a gestão financeira passa a ser a prioridade número 1. Independente de se ter ou não profissionais capacitados para manter a saúde financeira da empresa, surge naturalmente a pergunta, será que existe uma ferramenta capaz de ser o farol de alerta para os perigos comuns dessa área e também capaz de orientar a empresa na saída de uma crise financeira?

Muitos profissionais da área financeira usam relatórios de fluxo de caixa, com poucas variações, que normalmente mostram uma lista de entradas e saídas de caixa e bancos para fornecer uma visão geral dos compromissos e das disponibilidades de recursos no tempo, permitindo planejar o encaixe e desencaixe financeiro. Esses relatórios fornecem uma visão útil e vão continuar sendo necessários. Mas, infelizmente, o uso apenas desses modelos, ajuda a perpetuar um dos comportamentos mais nocivos de empreendedores de pequenas e médias empresas, a tendência de misturar os recursos provenientes das operações do negócio com os provenientes de investimentos e financiamentos, e pior ainda, misturar recursos pessoais com os da empresa. Criando tanto problemas gerenciais quanto legais.

A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), usada nos EUA desde os anos 90, somente recentemente começou a ser usada no Brasil, sendo obrigatória para as empresas S.A., em substituição ao DOAR. Hoje é considerada a melhor maneira de gerenciar os fluxos de caixa de uma empresa. Ele mostra de onde veio e para onde foi o dinheiro da empresa, possibilitando análises mais detalhadas e, consequentemente, decisões mais acertadas.

A DFC pode ser gerada tanto de forma direta, a partir dos dados do financeiro, quanto de forma indireta, a partir dos dados da contabilidade. O sistema de gestão empresarial da Ema Software, Contas ERP, usa o método direto para gerar a DFC por permitir um maior detalhamento dos dados. E principalmente porque ainda tem muitas empresas que não fazem a contabilidade em regime de competência. Para essas a DFC passa a ser o principal relatório, pois permite fazer as contas (contabilidade) em regime de caixa, apurando os recebimentos e desembolsos por categoria (por conta).

Estrutura de uma DFC

Demonstração dos Fluxos de Caixa – Período X até Y.

DISPONIBILIDADES
(+) saldo no caixa
(+) saldo nos bancos
(=) saldo inicial

I – ATIVIDADES OPERACIONAIS
(+) venda de mercadorias e serviços
(+) rendas de empréstimos feitos a terceiros (juros) e sobre investimentos em ações (dividendos)
(-) aquisição de materiais para produção ou revenda
(-) salários e encargos sociais dos empregados
(-) juros sobre empréstimos
(-) impostos, multas e outras despesas legais
(-) materiais e serviços gerais

II – ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
(+) venda de imobilizado
(+) venda de negócios
(+) cobrança do principal relativo a empréstimo feitos a outras entidades
(+) venda, por transferência, de debêntures de outras entidades
(+) venda de debêntures ou ações de outras entidades, exclusive aplicações de caixa
(-) aquisição de imobilizado, inclusive juros e despesas capitalizadas
(-) aquisição de novos negócios e empresas
(-) aquisição de debêntures e investimentos financeiros a longo prazo
(-) aquisição de ações de outras empresas
(-) empréstimos feitos a outras entidades
(-) compra por transferência de debêntures de outras entidades

III – ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS
(+) aporte de capital pelos sócios / emissão de ações
(+) empréstimos de curto e longo prazo, subscrição de debêntures e hipotecas
(-) remuneração aos proprietários (dividendos e outros)
(-) pagamento de valores tomados por empréstimos, inclusive leasing
(-) reaquisição de ações próprias e outros títulos relacionados com o patrimônio líquido

DISPONIBILIDADES
(=) saldo final

Análise

Como pode-se ver no modelo simplificado acima, o DFC separa as entradas e saídas de caixa em três tipos de atividades:

  1. Operacionais – referem-se àquelas operações que envolvem produção, venda de produtos ou mercadorias e prestação de serviços. Este grupo permite visualizar a atividade que gera maior saldo de caixa, quando comparados diversos períodos.
  2. Investimentos – dizem respeito à aquisição ou venda de ativos não-circulantes, como novos equipamentos ou ampliação das instalações da empresa.
  3. Financiamentos – estão relacionadas à obtenção de empréstimos de curto e longo prazo, bem como à emissão de ações representativas do capital e ao pagamento de dividendos aos acionistas (ou retiradas).

Esta separação permite, por exemplo, visualizar a capacidade de geração de caixa operacional da empresa, mostrando também a capacidade de pagamento de novos empréstimos. Se este saldo for baixo ou negativo, significa que a empresa está trocando seis por meia dúzia e algo precisa ser feito urgentemente.

Quando se misturam as origens dos recursos, entradas de vendas de produto (operacional) com venda de ativo (investimento) acaba-se camuflando o saldo de caixa gerado impedindo uma visão realista da situação financeira da empresa. Afinal, o negócio está gerando ganho ou não?

A DFC é um dos recursos da Bússola Financeira do Contas ERP, o quadro que mostra uma visão geral da empresa. Nós criamos um modelo de DFC que permite visualizar qualquer período, com totalizadores diários, semanais, mensais e anuais.

Indicadores da DFC

A partir da DFC abrem-se as portas para a geração de diversos tipos de indicadores com surpreendentes visões do negócio. Mas isso já é assunto para outra prosa…

Entre em contato conosco para solicitar uma demonstração e ver a funcionalidade da DFC de perto.

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